O desemprego em queda e o calor no Brasil favorecem o crescimento da Coca-Cola no país. A avaliação é do vice-presidente de operações e diretor-geral, Diego Granizo, em entrevista ao CNN Money nesta quarta-feira (26).
O conjunto de fatores macroeconômicos e climáticos possibilitou o aumento do consumo de refrigerantes, e os números apresentados pelo executivo comprovam essa melhora.
O volume vendido no último trimestre de 2024 avançou 2%, enquanto em todo o ano passado a quantidade de vendas subiu 1% no país — e 3% em toda a América Latina.
“Se a temperatura está mais quente, obviamente os consumidores buscam se refrescar mais no dia a dia”, pontua. “O contexto econômico no Brasil tem sido bastante bom, níveis de desemprego bastante baixos, isso ajuda muito a empresa”.
A taxa média do desemprego no Brasil recou a 6,6% em 2024, o menor patamar da série histórica iniciada em 2012, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad).
Em 2024, a Coca-Cola registrou lucro de US$ 2,19 bilhões no quarto trimestre, alta de 11,2% frente ao mesmo período de 2023.
No acumulado do ano passado, a companhia teve lucro de US$ 10,63 bilhões, queda de 0,7% em relação a 2023. Por outro lado, as receitas subiram 2,9%, para US$ 47,06 bilhões.