Quando o Brasil joga, o trabalhador para de gastar: recorte da Caju sobre o mundial
Dados da Caju destacam que, durante os jogos da seleção na maior competição de futebol do mundo, o consumo do trabalhador despenca mais de 50%
CAJU
- O consumo congela. No minuto em que a seleção entra em campo, o trabalhador brasileiro larga o cartão. E o valor gasto cai ainda mais do que o número de compras, sinal de que a compra grande é adiada e sobra apenas o gasto miúdo e rápido.
- O brasileiro se antecipa. O consumo não evapora, ele muda de horário. Antes do apito sobe o abastecimento para assistir em casa, e logo depois do jogo o ritmo volta ao normal.
Disputada nos Estados Unidos, no México e no Canadá, o campeonato colocou as partidas do Brasil no período da noite no horário brasileiro, já fora do expediente. Ainda assim, o impacto sobre o consumo foi imediato. O efeito de consumo se repetiu nos três jogos da primeira fase. Nas partidas em horário de maior consumo, contra Marrocos, no dia 13 de junho, e contra a Escócia, no dia 24, as compras no cartão caíram mais de 50% durante o tempo de jogo. No duelo com o Haiti, mais tarde da noite, a retração foi de 35%, porque parte do público já havia consumido antes. Em todos os casos, o valor gasto recuou mais do que o número de compras, o que indica que a despesa maior é simplesmente adiada: durante o jogo, sobra apenas o gasto pequeno e rápido.
“O torneio tem esse poder raro de fazer o país parar junto, e os nossos dados mostram isso na prática, hora a hora. Para nós, mais do que medir gasto, é enxergar como o benefício acompanha o brasileiro nos momentos de torcida”, afirma Zachary Fox, CMO da Caju.
Mais do que medir uma queda, os dados revelam um deslocamento. Os jogos do Brasil não derrubam o consumo, mas reorganizam ao longo do dia. Nas três horas que antecedem a partida, as compras em mercado sobem 13% e em restaurante caem 20% (ambas com médias abaixo do normal). Depois do apito final, o ritmo se normaliza.
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