CAF e Universidade EIA apresentam resultados de estudo sobre transformação produtiva sustentável no Brasil

Santa Catarina, estado brasileiro que faz parte do estudo, reúne capacidades instaladas para acelerar produtividade, inovação e transição sustentável

Por IMPRENSA CAF
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Foto: magnific.com

O CAF – banco de desenvolvimento da América Latina e do Caribe e a Universidade EIA, da Colômbia, apresentam os resultados do estudo "Transformação produtiva sustentável: balanço de sete territórios subnacionais em quatro países da América Latina e do Caribe", que analisa comparativamente sete territórios da região a partir de três dimensões estratégicas para o desenvolvimento: produtividade, competitividade e sustentabilidade ambiental. A pesquisa abrange Antioquia e Magdalena (Colômbia), Biobío e Valparaíso (Chile), Heredia e Cartago (Costa Rica) e Santa Catarina (Brasil), oferecendo uma base técnica para orientar políticas públicas, investimentos, cooperação e o fortalecimento das capacidades dos governos subnacionais.

A análise mostra que Santa Catarina reúne capacidades diferenciadas no contexto brasileiro, com uma economia diversificada, uma base industrial consolidada, elevados níveis de formalização e capacidades crescentes de inovação. Com um PIB estimado em US$ 107,6 bilhões em 2024 e produtividade do trabalho de US$ 25.836 por trabalhador, o estado figura entre os territórios mais competitivos do conjunto analisado. Entre 2019 e 2024, sua economia cresceu, em média, 5,6% ao ano, acima da média nacional, enquanto a produtividade do trabalho avançou 3,3%.

O estudo identifica, contudo, desafios estratégicos para consolidar esse desempenho no longo prazo. Entre eles estão o fortalecimento da inovação, o desenvolvimento rural, a melhoria da infraestrutura logística e dos serviços públicos, a ampliação do acesso ao financiamento produtivo e a aceleração da transição energética e da gestão ambiental. Em especial, o elevado nível de emissões de dióxido de carbono no estado reforça a necessidade de avançar em uma modernização produtiva de baixo carbono.

Para Santa Catarina, o estudo identifica um portfólio potencial de investimentos superior a US$ 306 milhões, concentrado em duas frentes principais:

  • Infraestrutura habilitadora: projetos de saneamento, infraestrutura viária, serviços públicos e plataformas voltadas ao aumento da competitividade territorial.
  • Desenvolvimento das capacidades produtivas: iniciativas nas áreas de inovação, desenvolvimento rural, financiamento produtivo, transição energética e sustentabilidade.

"Santa Catarina demonstra que a transformação produtiva sustentável exige aproveitar as capacidades já instaladas, mas também construir novas alianças. No CAF, queremos apoiar os estados brasileiros e seus diferentes atores territoriais em uma agenda que integre infraestrutura, inovação, financiamento e sustentabilidade, articulando governos, autoridades subnacionais e setor privado para transformar as fortalezas dos territórios em uma plataforma de desenvolvimento com maior valor agregado, resiliência e oportunidades, declarou Sergio Díaz-Granados, presidente executivo do CAF.

O estudo também aponta que os próximos passos para Santa Catarina passam pelo aprofundamento de uma agenda territorial integrada, na qual modernização produtiva, transição verde, formação de talentos e financiamento produtivo atuem de forma complementar. Dessa forma, o CAF e a Universidade EIA colocam à disposição do estado uma base técnica para apoiar decisões de investimento e cooperação voltadas a um desenvolvimento territorial mais sustentável e inclusivo.

Resultados gerais

O estudo conclui que a transformação produtiva sustentável da América Latina e do Caribe depende, cada vez mais, do protagonismo dos territórios e da articulação entre governos, setor privado, academia e sociedade. Embora os territórios apresentem diferentes níveis de desenvolvimento, a análise identifica desafios comuns — como déficits de infraestrutura, baixa adoção tecnológica, limitações de capital humano, reduzida integração às cadeias de valor e pressões ambientais — e, ao mesmo tempo, aponta oportunidades concretas para impulsionar um crescimento mais competitivo, inclusivo e sustentável. Como resultado, identifica um portfólio potencial de 47 projetos, estimado em US$ 11,6 bilhões, voltado ao fortalecimento da infraestrutura, da biodiversidade e das capacidades produtivas nos territórios.

Clique no link para acessar o estudo: Transformação produtiva sustentável: balanço de sete territórios subnacionais em quatro países da América Latina e do Caribe


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